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Adição de Bevacizumabe ao Pembrolizumabe no Carcinoma Nasofaríngeo Recorrente ou Metastático Resistente à Platina

Adição de Bevacizumabe ao Pembrolizumabe no Carcinoma Nasofaríngeo Recorrente ou Metastático Resistente à Platina

A) Introdução

O carcinoma nasofaríngeo recorrente ou metastático resistente ao tratamento com platina apresenta um prognóstico desafiador, com opções terapêuticas limitadas. O estudo fase II conduzido em Cingapura e publicado no The Lancet Oncology avaliou o impacto da combinação de pembrolizumabe e bevacizumabe nesse contexto, demonstrando melhora na taxa de resposta objetiva em relação ao uso isolado de pembrolizumabe.

B) Principais Dados e Resultados

O estudo, realizado entre maio de 2019 e dezembro de 2023, incluiu 48 pacientes distribuídos aleatoriamente para receber pembrolizumabe (200 mg a cada 21 dias) isoladamente (n=24) ou em combinação com bevacizumabe (7,5 mg/kg uma semana antes de cada dose de pembrolizumabe, n=24). O desfecho primário foi a taxa de resposta objetiva, avaliada por revisão radiológica independente.

  • Taxa de resposta objetiva: 58,3% (IC 95% = 36,6%-77,9%) no grupo bevacizumabe/pembrolizumabe vs 12,5% (IC 95% = 2,7%-32,4%) no grupo pembrolizumabe (RR = 4,67; P = 0,0010).
  • Mediana da duração da resposta: 16,4 meses (IC 95% = 11,7-29,5) com bevacizumabe/pembrolizumabe vs 8,8 meses (IC 95% = 7,1-22,6) com pembrolizumabe.
  • Sobrevida livre de progressão: 13,8 meses (IC 95% = 4,2-29,5) no grupo combinado vs 1,6 meses (IC 95% = 1,3-2,7) no grupo pembrolizumabe (HR = 0,25; P < 0,0001).

Os eventos adversos grau 3 relacionados ao tratamento ocorreram em 29% dos pacientes tratados com a combinação (principalmente trombose/sangramento em 17%), comparados a 8% no grupo pembrolizumabe isolado. Não houve eventos adversos grau 4 ou 5 atribuíveis ao tratamento.

C) Conclusão

A combinação de bevacizumabe com pembrolizumabe demonstrou maior eficácia do que a monoterapia com pembrolizumabe, mantendo um perfil de toxicidade gerenciável. Caso os resultados sejam validados em um estudo fase III, essa estratégia pode representar um novo padrão de tratamento para pacientes com carcinoma nasofaríngeo resistente à platina.

D) Referências Bibliográficas

Chong, et al. "Addition of Bevacizumab to Pembrolizumab in Platinum-Resistant Recurrent or Metastatic Nasopharyngeal Carcinoma." The Lancet Oncology, 2025.

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