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HIPEC na Recorrência de Câncer de Ovário Sensível à Platina: Resultados do Estudo HORSE (MITO-18)

HIPEC na Recorrência de Câncer de Ovário Sensível à Platina: Resultados do Estudo HORSE (MITO-18)

A) Introdução

O câncer epitelial de ovário recorrente sensível à platina continua sendo um desafio terapêutico, com opções limitadas para melhorar a sobrevida das pacientes. A quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC) tem sido avaliada como potencial abordagem para melhorar os resultados da cirurgia de citorredução secundária. O estudo fase III italiano HORSE (MITO-18), publicado no Journal of Clinical Oncology, investigou se a adição de HIPEC à cirurgia citorredutora secundária poderia melhorar a sobrevida livre de progressão (SLP) nessa população de pacientes.

B) Principais Dados e Resultados

O estudo multicéntrico incluiu 167 pacientes entre 2012 e janeiro de 2019, todas com intervalo livre de platina superior a 6 meses e tumor residual ≤ 0,25 cm após a cirurgia citorredutora secundária. As pacientes foram randomizadas no momento da cirurgia para receber HIPEC com cisplatina (75 mg/m2 por 60 minutos a 41,5ºC; n=82) ou apenas cirurgia sem HIPEC (n=85). Todas as pacientes receberam quimioterapia adjuvante. O desfecho primário foi a sobrevida livre de progressão.

  • Mediana da SLP: 23 meses (IC 95% = 17–29) para cirurgia isolada vs. 25 meses (IC 95% = 18–32) com HIPEC (HR = 1,02; P = 0,91).
  • Sobrevida após recorrência: 101 meses (IC 95% = 51–151) para cirurgia isolada vs. 91 meses (IC 95% = 79–103) com HIPEC (P = 0,40).
  • Taxa de eventos adversos graus 3 ou 4: 7,1% no grupo cirurgia vs. 12,2% no grupo HIPEC (P = 0,26).
  • Complicações pós-operatórias tardias: 8,2% no grupo cirurgia vs. 6,1% no grupo HIPEC (P = 0,83).

Não foram observadas mortes nos primeiros 30 ou 90 dias após a cirurgia em nenhum dos grupos.

C) Conclusão

Os resultados do estudo HORSE (MITO-18) indicam que a adição de HIPEC à cirurgia citorredutora secundária não proporcionou um benefício significativo na sobrevida livre de progressão em pacientes com recorrência peritoneal sensível à platina. Assim, essa abordagem pode não ser recomendada como padrão de tratamento nesta população, necessitando de estudos adicionais para melhor definir seu papel clínico.

D) Referências Bibliográficas

Fagotti, A. et al. "HIPEC in Platinum-Sensitive Recurrent Ovarian Cancer." Journal of Clinical Oncology, 2024.

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